A explosão no crescimento do número de grandes cidades e sua população tornou a mobilidade urbana um problema que implora por atenção. Quais os desafios e quais poderiam ser as soluções?

  • A humanidade parece estar se espremendo em porções cada vez menores do planeta
  • Nas últimas décadas, pessoas de países desenvolvidos e em desenvolvimento têm cada vez mais se aglomerado nas cidades
  • Em São Paulo, metade dos adultos gasta pelo menos duas horas por dia no trânsito

É um fenômeno novo e difícil. Por séculos, pessoas têm se mudado do campo em busca de educação e oportunidades de trabalho. De volta a 1800, quando Pequim se tornou a primeira cidade da era moderna com um milhão de habitantes, apenas duas pessoas a cada 100 viviam em cidades.

Já em 2017, pela primeira vez, a maioria da população viveu em áreas urbanas e não mais rurais. A projeção é que isso cresça para 66 pessoas a cada 100 até 2050. Ainda nada tem marcado o triunfo das cidades como a ascensão das megacidades. Nova York foi a primeira que passou da marca de 10 milhões de habitantes em 1950. Desde então, o número de megalópoles cresceu rapidamente. Em 2016, elas eram 31, a maioria na Ásia, incluindo Pequim, Xunquim e Xangai na China e Deli e Mumbai na Índia.

O Japão tem Tóquio, que, com 37,8 milhões de habitantes, tem a maior aglomeração urbana de pessoas no mundo, e Osaka. Existem mais pessoas “compactadas” dentro da cidade de Carachi no Paquistão (27 milhões) do que as contabilizadas no continente inteiro da Austrália (24 milhões). A China já começou a construir a infraestrutura para Jing-Jin-Ji, a megalópole prevista para englobar Pequim, Tianjin e Hebei, com 130 milhões de pessoas e será 137 vezes o tamanho de Londres.

O problema da aglomeração

- Tóquio é a maior cidade do mundo com 38 milhões de habitantes

- Deli é a segunda com 25 milhões, seguido por Xangai com 23 milhões e Cidade do México, Mumbai e São Paulo, cada uma com cerca de 21 milhões de cidadãos

- Tóquio está prevista para permanecer como a cidade mais populosa do mundo com 37 milhões de habitantes, seguido por Deli, onde a projeção é que a população cresça rapidamente até 36 milhões

Sinais vermelhos

Como as grandes metrópoles ao longo da história, as megacidades oferecem oportunidades de cultura, negócio, conhecimento e indústrias. As multidões são guiadas pela esperança e pobreza existentes no campo. Entretanto, existem os lados negativos de reunir tantas pessoas dentro de espaços tão pequenos.

Além da criminalidade, escassez de água, destruição e desperdício do meio ambiente, os serviços frequentemente se mostram inadequados frente às crescentes demandas. Muitas pessoas em lugares, como Manila nas Filipinas, Cidade do México e Mumbai, na Índia, simplesmente acabaram trocando a esmagadora pobreza rural pelas favelas urbanas.

Movimentos restritos

Nas grandes cidades, mobilidade é um problema frequentemente subvalorizado. O tópico foi discutido durante a “Urbagora”, a primeira conferência europeia a respeito do futuro da vida urbana, organizado pelo Instituto de Megacidades, localizado na cidade de Paris – a organização sem fins lucrativos foi cofundada pela Allianz França. Entre os temas abordados no encontro, foi citado, por exemplo, como o alucinante crescimento urbano da China ajudou a impulsionar a economia do país nas últimas três décadas. Hoje a China tem seis grandes cidades e outras 100 são a residência de um milhão ou mais de pessoas.

Mais “urbanóides”, mais dinheiro, o que significa mais rodas nas estradas. O número de carros na China cresceu de 59 milhões em 2007 a pouco mais de 300 milhões, de acordo com o Ministério Chinês de Segurança Pública.

Uma das consequências é que a China agora tem 10 das 25 cidades mais congestionadas globalmente. A velocidade média na hora de rush em Jinan, a capital da província de Shandong, província no nordeste da China, é abaixo de 20 km/h – a mais lenta do mundo. As estradas em Pequim e Xangai estão frequentemente congestionadas. A China está longe de ser a única a ter problemas com mobilidade. Em São Paulo, metade de todos os adultos gasta pelo menos duas horas por dia no trânsito, o que faz a média de uma hora por dia de Nova York parecer tranquila.

Mais rodas, mais problemas

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Megacidades, com as 20 maiores cidades no mundo, identificou cinco problemas críticos relacionados à mobilidade urbana – problemas de estacionamento, congestionamento, áreas verdes limitadas e poluição sonora e do ar.

A poluição no ar é a maior preocupação dos moradores das cidades. Por exemplo: em 2013, Xangai sofreu durante 124 dias quando uma camada superfina de poluição excedeu 600 microgramas por metro cúbico. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda não mais que 10 microgramas e estima que a poluição em espaços abertos causou 3 milhões de mortes prematuras no mundo em 2012.

As emissões do trânsito continuam a contribuir significativamente para as condições ruins do ar que permanecem como pragas das cidades chinesas. Em âmbito mundial, em 2014, a OMS estimou que 92% da população estava vivendo em lugares onde a orientação dos níveis de qualidade do ar não eram cumpridas.

População urbana inteligente

Cidades cobrem mais ou menos 2% da superfície, mas consomem cerca de 75% dos recursos naturais, de acordo com a Euramet. Megacidades são particularmente vorazes no consumo de recursos. As Nações Unidas projeta que o número de megacidades irá subir para 41 em 2030. Até lá, elas abrigarão cerca de 9% da população global.

Então, como podemos lidar com a rápida e contínua urbanização no mundo?

Inovação e novas tecnologias podem prover as ferramentas necessárias para fazer as cidades mais inteligentes e reduzir o impacto negativo do estilo de vida adotado nelas.

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